Nesta última parte desta série de quatro artigos sobre a Gestão Escolar Participativa, veremos mais dois princípios importantes:
- Avaliação compartilhada
Este é um aspecto muito importante dentro do processo, pois o ser humano em geral não gosta de ser avaliado por isso deve-se ter em mente que o objetivo da avaliação é o bem comum e da mesma forma que deve ser com os alunos, a avaliação deve ser formativa, tendo o objetivo de detectar o que foi alcançado, verificar ajustes, traçar novos objetivos para que o processo de crescimento pedagógico e didático tenha um crescimento contínuo. Deve haver uma avaliação mútua entre direção, professores e comunidade.
Para uma avaliação de desempenho eficaz, são apontadas quatro características principais:
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- É compatível com as metas e objetivos específicos da escola em que está sendo aplicada, e isso é alterado na medida em que os objetivos da escola mudam;
- A liderança da organização e os recursos institucionais são fornecidos para a implantação desse processo;
- Os avaliadores recebem capacitação especializada para desempenhar esse papel;
- Tanto os gestores como os servidores compartilham um entendimento dos objetivos e processo da avaliação (Wise, 1984, apud Lück, Freitas, Girling; Keith, 2001, p. 101).
- Relações humanas produtivas e criativas assentadas na busca de objetivos comuns
Em uma unidade escolar deve haver constante diálogo, divergência de ideias quando necessário, mas sempre respeitando a forma de pensar de todos. Não há lugar na gestão escolar democrática para autoritarismo, no entanto o gestor deve exigir qualidade no que foi proposto sobretudo quando o assunto em pauta afeta diretamente a qualidade do ensino ou as metas que foram estabelecidas no projeto político pedagógico que foi construído por todos.
Ao mesmo tempo que o gestor deve ser exigente deve ter tato humano e empatia para com todos. Isso só acontecerá se todos os envolvidos tiverem objetivos comuns em relação ao que se espera da escola.
Para finalizar, é importante destacar que quando os agentes educacionais se envolvem no processo, automaticamente conhecerão melhor as possibilidades, desafios, os serviços oferecidos e tendem a se tornar corresponsáveis pelo sucesso ou fracasso, o que pode ser um grande apoio ao gestor escolar. Assim, o gestor deve ser influenciador e motivador dos seus colegas para que eles possam alcançar os objetivos traçados pela instituição. Toda a comunidade escolar deve sentir-se peça imprescindível dentro do processo da estruturação democrática da escola.